quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Estou Partindo - GIBRAN KHALIL GIBRAN
"Fica
Se te interessa
Através dos jardins, através dos pomares
Estou partindo
Meu dia É sombrio sem Sua face
Eis porquê me dirijo agora à chama brilhante no céu
Minha alma corre à frente e diz: 'O corpo é lento demais. Estou partindo.'
Maçãs exalam no pomar de minha alma
Seu perfume me invade me transporta para a colheita das maçãs
Ventos súbitos não me desviarão
Oh montanha de ferro, cada um de meus passos dirige-se ao Amado
Minha cabeça rompeu-se com a dor de Sua perda
Em busca de uma nova vida, cabeça erguida
Estou partindo
Sou fogo vivo mas pareço betume
Quero ser óleo límpido em Tua mão para depor este parto
Pareço imóvel como a montanha, mas sigo pouco a pouco em direção à pequena fresta
Estou chegando... Tocaste a órbita do coração celeste
Agora fica aqui
Pudeste ver a lua nova
Agora fica
Sofreste em excesso por tua ignorância
Carregaste teus trapos para um lado e para o outro
Agora fica aqui
Teu tempo acabou
Escutaste tudo que se pode dizer sobre a beleza desse Amante
Fica aqui agora
Juraste em teu coração que havia leite nesses Seios
Agora que provaste desse leite... fica."
Sama - Rumi
Viemos girando
do nada,
espalhando estrelas como pó.
As estrelas puseram-se em círculo
e nós no centro dançamos com elas.
Como a pedra do moinho,
em torno de Deus
gira a roda do céu.
Segura um raio dessa roda
e terás a mão decepada.
Girando e girando
essa roda dissolve
todo e qualquer apego.
Não estivesse apaixonada,
ela mesma gritaria - basta!
Até quando há de seguir esse giro?
Cada átomo gira desnorteado,
mendigos circulam entre as mesas,
cães rondam um pedaço de carne,
o amante gira em torno
do seu próprio coração.
Envergonhado ante tanta beleza
giro ao redor da minha vergonha.
Ouve a música do samá.
Vem unir-te ao som dos tambores!
Aqui celebramos:
somos todos Al-Hallaj dizendo: “Eu sou a Verdade!”
Em êxtase estamos.
Embriagados sim, mas de um vinho
que não se colhe na videira;
O que quer que pensem de nós
em nada parecerá com o que somos.
Giramos e giramos em êxtase.
Esta é a noite do sama
Há luz agora.
- Luz ! Luz!
Eis o amor verdadeiro
que diz a mente: adeus.
Este é o dia do adeus.
- Adeus ! Adeus !
Todo coração que arde
nesta noite
é amigo da música.
Ardendo por teus lábios
meu coração
transborda de minha boca.
Silêncio!
És feito de pensamento, afeto e paixão.
O que resta é nada
além de carne e ossos.
Por que nos falam
de templos de oração,
de atos piedosos?
Somos o caçador e a caça, Outono e primavera,
Noite e dia,
O Visível e o Invisível.
Somos o tesouro do espírito.
Somos a alma do mundo,
livres do peso que vergasta o corpo.
Prisioneiros não somos
do tempo nem do espaço
nem mesmo da terra que pisamos.
No amor fomos gerados.
No amor nascemos
Rubayiat III - Omar Kahhyyan
No céu, a mão esquerda da alvorada; eu sonho.
Na taberna, uma voz escuto na algazarra
- Despertai, meus pequenos, e enchei bem o copo
antes que seque o vinho da vida em sua jarra.
Ah! Enche o copo! De que serve repetir
que o tempo sob os nossos pés já vai fugindo?
O amanhã não nasceu e o ontem já morreu,
porque me hei-de importar, se o dia de hoje é lindo?
E ao côncavo invertido que se chama o céu,
sob o qual rastejaram o vivo e o que morreu,
não ergas tuas mãos, pedinte. Ele é impotente
no seu girar, tal qual o somos tu ou eu.
O dedo que se move escreve, e, tendo escrito,
se vai. E toda a argúcia e piedade, entretanto,
não o trarão de volta a mudar meia linha,
nem as palavras podes apagar com o pranto.
E se o vinho que bebes, o lábio que oprimes
findam nesse nada que a tudo dá sumiço,
imagina, então, que és; não podes ser senão
o que hás-de ser - nada! Não serás menos que isso.
Façamos o que é do que inda há por fazer
antes que também nós ao pó vamos enfim.
O pó vai para o pó, sob o pó vai jazer
sem vinho, sem canções e sem cantor... sem fim.
É tudo um tabuleiro de noites e dias;
os homens são peças, e o fado temerário
com elas joga, e move, e toma, e dá o mate,
e uma a uma as recolhe, e vai guardar no armário.
Na floresta - Khalil Gibran
Na floresta não existe nem rebanho nem pastor
Quando o inverno caminha
Segue seu distinto curso como faz a primavera
Os homens nasceram escravos daquele que repudia a submissão
Se ele um dia se levanta e lhes indica o caminho
Com ele caminharão
Dá-me a flauta e canta
O canto é o pasto das mentes
E o lamento da flauta perdura mais que rebanho e pastor.
Na floresta não existe ignorante ou sábio.
Quando os ramos se agitama ninguém reverenciam.
O saber humano é ilusório
como a serração dos campos que se esvaiquando o sol se levanta no horizonte.
Dá-me a flauta e canta,
O canto é o melhor saber
E o lamento da flauta sobrevive ao cintilar das estrelas.
Na floresta só existe lembrança dos amorosos.
Os que dominaram o mundo e oprimiram e conquistaram
os seus nomes são como letras dos nomes dos criminosos.
Conquistador entre nós é aquele que sabe amar.
Dá-me a flauta e canta
E esquece a injustiça do opressor.
Pois o lírio é uma taça para o orvalho
E não para o sangue.
Na floresta não há crítico nem censor
Se as gazelas se perturbam quando avistam o companheiro
a águia não diz: que estranho.
Sábio entre nós é aquele que julga estranho apenas o que é estranho.
Ah, dá-me a flauta e canta
O canto é a melhor loucura
e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais.
Na floresta não existem homens livres ou escravos.
Todas as glórias são vãs como borbulhas na água.
Quando a amendoeira lança suas flores sobre o espinheiro não diz:
“Ele é desprezível e eu sou um grande Senhor.”
Dá-me a flauta e canta
que o canto é glória autentica
E o lamento da flauta sobrevive
Ao nobre e ao vil.
Na floresta não existe fortaleza ou fragilidade
Quando o leão ruge não dizem:“Ele é temível.”
A vontade humana é apenas
uma sombra que vagueia no espaço do pensamento
e o direito dos homens fenece
como folhas de outono.
Dá-me a flauta e canta
O canto é a força do espírito
E o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis.
Na floresta não há morte nem apuros.
A alegria não morre quando se vai a primavera.
O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração,
pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos.
Dá-me a flauta e canta
O canto é o segredo da vida eterna
E o lamento da flauta permanecerá
Quando o inverno caminha
Segue seu distinto curso como faz a primavera
Os homens nasceram escravos daquele que repudia a submissão
Se ele um dia se levanta e lhes indica o caminho
Com ele caminharão
Dá-me a flauta e canta
O canto é o pasto das mentes
E o lamento da flauta perdura mais que rebanho e pastor.
Na floresta não existe ignorante ou sábio.
Quando os ramos se agitama ninguém reverenciam.
O saber humano é ilusório
como a serração dos campos que se esvaiquando o sol se levanta no horizonte.
Dá-me a flauta e canta,
O canto é o melhor saber
E o lamento da flauta sobrevive ao cintilar das estrelas.
Na floresta só existe lembrança dos amorosos.
Os que dominaram o mundo e oprimiram e conquistaram
os seus nomes são como letras dos nomes dos criminosos.
Conquistador entre nós é aquele que sabe amar.
Dá-me a flauta e canta
E esquece a injustiça do opressor.
Pois o lírio é uma taça para o orvalho
E não para o sangue.
Na floresta não há crítico nem censor
Se as gazelas se perturbam quando avistam o companheiro
a águia não diz: que estranho.
Sábio entre nós é aquele que julga estranho apenas o que é estranho.
Ah, dá-me a flauta e canta
O canto é a melhor loucura
e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais.
Na floresta não existem homens livres ou escravos.
Todas as glórias são vãs como borbulhas na água.
Quando a amendoeira lança suas flores sobre o espinheiro não diz:
“Ele é desprezível e eu sou um grande Senhor.”
Dá-me a flauta e canta
que o canto é glória autentica
E o lamento da flauta sobrevive
Ao nobre e ao vil.
Na floresta não existe fortaleza ou fragilidade
Quando o leão ruge não dizem:“Ele é temível.”
A vontade humana é apenas
uma sombra que vagueia no espaço do pensamento
e o direito dos homens fenece
como folhas de outono.
Dá-me a flauta e canta
O canto é a força do espírito
E o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis.
Na floresta não há morte nem apuros.
A alegria não morre quando se vai a primavera.
O pavor da morte é uma quimera que se insinua no coração,
pois quem vive uma primavera é como se houvesse vivido séculos.
Dá-me a flauta e canta
O canto é o segredo da vida eterna
E o lamento da flauta permanecerá
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Mundos Infinitos - Rumi
A cada instante a voz do amor nos circunda
e partimos em direção ao céu profundo
Por que deter-se a olhar ao redor?
Já estivemos antes por esses espaços e até os anjos os reconhecemRetornemos ao mestre, que é lá nosso lugar
Estamos acima das esferas celestes, somos superiores aos próprios anjos
Além da dualidade nossa meta é a glória suprema
Quão distante está o mundo terreno do reino da pura substância?Por que descemos tanto?
Apanhemos nossas coisas e subamos mais uma vez
Sorte não nos faltará ao entregarmos de novo nossas almas
Nossa caravana tem por guia Mustafá, a glória do mundoAo contemplar sua face a lua partiu-se em dois pedaços
Não pôde suportar tanta beleza e fez-se feliz mendicante frente àquela riqueza
A doçura que o vento nos traz é o perfume de seus cabelos
A face que traz consigo a luz do dia reflete o brilho de seus pensamentosOlha bem dentro de teu coração e vê a lua que se despedaça
Por que teus olhos ainda fogem dessa visão maravilhosa?
O homem emerge do oceano da alma como os pássaros do mar
Como há de ser terra seca o lugar do descanso final
de uma ave nascida nesse mar?Somos pérolas desse oceano. A ele pertencemos. Cada um de nós.
Seguimos o movimento das ondas que se arrastam até a terra
e então retornam ao mar
E eis que surge a última onda e arremessa o navio do corpo à terra
E quando essa onda regressa naufraga a alma em seu oceano
E este é o momento da união
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Distância
Aperto no peito
Logo a hora chega
Ainda falta um eito
A cada segundo um infinito segundo passa
A distância que já não existiu
Desejo que logo se desfaça...
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Pensamentos...
Pensamentos que flutuam... Navegam... Afundam... Transbordam... Calmaria!
Ó Ditosa Calmaria teu prazer é indizível... indescritível... Repouso em teu colo.
Ó Ditosa Calmaria teu prazer é indizível... indescritível... Repouso em teu colo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
SONETO
Dante Aliguieri
Tradução: Arduíno Bolívar
É tão gentil e tão honesto o ar
Da minha Dama, sempre que aparece
E a outrem saúda, que ante ela emudece
Toda língua, e ninguém ousa falar.
Ela se vai sentido-se louvar,
Vestida de humildade, e até parece
Coisa que lá do Céu à terra desce
A fim de a todos nos maravilhar.
Mostra-se tão graciosa a quem a mira,
Que nos filtra através do olhar no seio,
Um dulçor que só entende quem prova.
Parece que do seu lábio se mova
Um suspiro suave, de amor cheio,
Que vai dizendo a toda alma: suspira.
Tradução: Arduíno Bolívar
É tão gentil e tão honesto o ar
Da minha Dama, sempre que aparece
E a outrem saúda, que ante ela emudece
Toda língua, e ninguém ousa falar.
Ela se vai sentido-se louvar,
Vestida de humildade, e até parece
Coisa que lá do Céu à terra desce
A fim de a todos nos maravilhar.
Mostra-se tão graciosa a quem a mira,
Que nos filtra através do olhar no seio,
Um dulçor que só entende quem prova.
Parece que do seu lábio se mova
Um suspiro suave, de amor cheio,
Que vai dizendo a toda alma: suspira.
O corvo e a raposa
(tradução Bocage)
É fama que estava o corvo
Sobre uma árvore pousado
E que no sôfrego bico
Tinha um queijo atravessado.
Pelo faro àquele sítio
Veio a raposa matreira
A qual, pouco mais ou menos,
Lhe falou desta maneira:
"Bons dias, meu lindo corvo;
É glória desta espessura;
És outra fénix, se acaso
Tens a voz como a figura!
A tais palavras o corvo
Com louca estranha afouteza,
Por mostrar que é bom solfista
Abre o bico, e solta a presa.
Lança-lhe a mestra o gadanho,
E diz: "Meu amigo, aprende
Como vive o lisonjeiro
À custa de quem o atende.
Esta lição vale um queijo,
Tem destas para teu uso."
Rosna então consigo o corvo,
Envergonhado e confuso:
"Velhaca! Deixou-me em branco,
Fui tolo em fiar-me dela;
Mas este logro me livra
De cair noutra esparrela."
É fama que estava o corvo
Sobre uma árvore pousado
E que no sôfrego bico
Tinha um queijo atravessado.
Pelo faro àquele sítio
Veio a raposa matreira
A qual, pouco mais ou menos,
Lhe falou desta maneira:
"Bons dias, meu lindo corvo;
É glória desta espessura;
És outra fénix, se acaso
Tens a voz como a figura!
A tais palavras o corvo
Com louca estranha afouteza,
Por mostrar que é bom solfista
Abre o bico, e solta a presa.
Lança-lhe a mestra o gadanho,
E diz: "Meu amigo, aprende
Como vive o lisonjeiro
À custa de quem o atende.
Esta lição vale um queijo,
Tem destas para teu uso."
Rosna então consigo o corvo,
Envergonhado e confuso:
"Velhaca! Deixou-me em branco,
Fui tolo em fiar-me dela;
Mas este logro me livra
De cair noutra esparrela."
Das "Árias Nacionais"
Thomas Moore
Vai rolando, meu ribeiro,
Vai rolando bem ligeiro,
Porém antes de no mar
As águas tuas depores,
Entrega a alguém estas flores,
Que sobre ti vou lançar.
E vai dizer-lhe também
A esse querido alguém,
Que, se algum dia for meu,
De nossa vida a corrente
Correrá tão docemente
Como a flor que em ti correu.
Porém se vires, amigo,
Que se moteja comigo,
As águas veloz volteia,
E atira as flores fagueiras
Nas fragosas cachoeiras,
Ou sobre as ribas, na areia,
E diz que serão lançados,
Seus encantos desbotados,
A mocidade perdida,
Como as flores que se espargem
Do riacho sobre a margem,
À margem triste da vida.
Vai rolando, meu ribeiro,
Vai rolando bem ligeiro,
Porém antes de no mar
As águas tuas depores,
Entrega a alguém estas flores,
Que sobre ti vou lançar.
E vai dizer-lhe também
A esse querido alguém,
Que, se algum dia for meu,
De nossa vida a corrente
Correrá tão docemente
Como a flor que em ti correu.
Porém se vires, amigo,
Que se moteja comigo,
As águas veloz volteia,
E atira as flores fagueiras
Nas fragosas cachoeiras,
Ou sobre as ribas, na areia,
E diz que serão lançados,
Seus encantos desbotados,
A mocidade perdida,
Como as flores que se espargem
Do riacho sobre a margem,
À margem triste da vida.
As ilhas afortunadas
Fernando Pessoa
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
E a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
Cala a voz, e há só o mar.
Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
E a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.
E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.
São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
Cala a voz, e há só o mar.
sábado, 29 de setembro de 2012
Soneto X
Luís Vaz de Camões
Transforma-se o amador na coisa amada,
Por virtude do muito imaginar:
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo alcançar?
Em ti somente pode descansar,
Pois com ele tal alma está liada.
Mas esta linda pura semideia,
Que como o acidente em seu sujeito,
Assi como a alma minha se conforma;
Está no pensamento como ideia:
E o vivo e puro amor que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma.
Transforma-se o amador na coisa amada,
Por virtude do muito imaginar:
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo alcançar?
Em ti somente pode descansar,
Pois com ele tal alma está liada.
Mas esta linda pura semideia,
Que como o acidente em seu sujeito,
Assi como a alma minha se conforma;
Está no pensamento como ideia:
E o vivo e puro amor que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma.
Religião e futuro...
Religião segundo os dicionários é uma palavra derivada da palavra latina religare que significa religação com o divino. Então em decorrência disso, a religião seria um conjunto de crenças e práticas que levaria o indivíduo a se conectar com as forças divinas.
As religiões tem uma outra importante função que é a de tornar este mundo em que vivemos mais tolerável e possibilitar a continuação da humanidade. Os preceitos religiosos devem conter um conjunto de regras que objetivam um mundo melhor (para todos os humanos e para os não humanos).
Não é necessário ter uma religião ou crença para se ter uma existência evolutiva basta o desejo sincero e ações concretas para a construção de um mundo mais harmonioso.
Hoje se multiplicam as pessoas que se dizem religiosas ou espiritualizadas mas não são filiadas ou não tem as obrigações religiosas de nenhuma linha tradicional. Sou uma delas!
Qual é a principal vantagem disso? Sinto que com esta visão é possível saborear a cereja de muitos bolos, ou seja, ter uma aproximação e um entendimento (ainda que superficial) de várias linhas diferentes, ver o divino de várias formas e entender como diferentes pessoas ou culturas vêem Deus.
Qual é a desvantagem disso? A desvantagem é que não se percorre os caminhos (não se ajuda a fazer o bolo)... Tentamos ir direto ao ponto (não sabemos nem de que o bolo é feito, só nos interessa a cereja). Somos muito seletivos também com as exigências e em como devemos proceder, escolhemos (até de uma maneira egoísta) quais preceitos (religiosos, éticos, morais) daquela linha vamos ou não seguir.
Existem muitos autores santos ou santificados, então com uma busca seletiva é fácil justificar quase tudo que se queira ou não fazer.
A vida simples, não é vida fácil! Paramahansa Yogananda dizia "Harmonia custe o que custar", pelo que a história ensina o desregramento não leva à harmonia mas ao caos.
Todas as árvores que existirão estão contidas nas sementes que hoje existem.
Como a humanidade evolui? Cada nova geração humana pode ser um degrau para cima ou um degrau para baixo na escala evolutiva! A forma que nossas crianças são educadas é o que vai determinar se o nosso mundo irá melhorar ou não. Em que ambiente estas crianças devem viver? Como nossas crianças percebem os valores? Quem ensina e como ensina?
Como proceder de forma que tudo que se faça e tudo que se queira tenha como objetivo um mundo mais harmonioso?
Cada ação, cada sentimento, cada bem consumido, cada palavra proferida deveria ser orientada para a evolução de toda a criação. Como fazer isso?
É esta a busca.
As religiões tem uma outra importante função que é a de tornar este mundo em que vivemos mais tolerável e possibilitar a continuação da humanidade. Os preceitos religiosos devem conter um conjunto de regras que objetivam um mundo melhor (para todos os humanos e para os não humanos).
Não é necessário ter uma religião ou crença para se ter uma existência evolutiva basta o desejo sincero e ações concretas para a construção de um mundo mais harmonioso.
Hoje se multiplicam as pessoas que se dizem religiosas ou espiritualizadas mas não são filiadas ou não tem as obrigações religiosas de nenhuma linha tradicional. Sou uma delas!
Qual é a principal vantagem disso? Sinto que com esta visão é possível saborear a cereja de muitos bolos, ou seja, ter uma aproximação e um entendimento (ainda que superficial) de várias linhas diferentes, ver o divino de várias formas e entender como diferentes pessoas ou culturas vêem Deus.
Qual é a desvantagem disso? A desvantagem é que não se percorre os caminhos (não se ajuda a fazer o bolo)... Tentamos ir direto ao ponto (não sabemos nem de que o bolo é feito, só nos interessa a cereja). Somos muito seletivos também com as exigências e em como devemos proceder, escolhemos (até de uma maneira egoísta) quais preceitos (religiosos, éticos, morais) daquela linha vamos ou não seguir.
Existem muitos autores santos ou santificados, então com uma busca seletiva é fácil justificar quase tudo que se queira ou não fazer.
A vida simples, não é vida fácil! Paramahansa Yogananda dizia "Harmonia custe o que custar", pelo que a história ensina o desregramento não leva à harmonia mas ao caos.
Todas as árvores que existirão estão contidas nas sementes que hoje existem.
Como a humanidade evolui? Cada nova geração humana pode ser um degrau para cima ou um degrau para baixo na escala evolutiva! A forma que nossas crianças são educadas é o que vai determinar se o nosso mundo irá melhorar ou não. Em que ambiente estas crianças devem viver? Como nossas crianças percebem os valores? Quem ensina e como ensina?
Como proceder de forma que tudo que se faça e tudo que se queira tenha como objetivo um mundo mais harmonioso?
Cada ação, cada sentimento, cada bem consumido, cada palavra proferida deveria ser orientada para a evolução de toda a criação. Como fazer isso?
É esta a busca.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Curso das coisas...
Tudo vai seguindo o fluxo... Somos um barquinho de papel navegando na enxurrada dos acontecimentos.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O que está bom incomoda...
Da onde vem o incômodo provocado pela felicidade alheia?
Uma gargalhada, um sorriso pode incomodar profundamente.
Negativismos bem acomodados e escondidos no ego...
Mente...
A mente por inteiro em algo... Algo lá de cima, ou algo aqui de baixo... Confortavelmente ocupada... Confortavelmente.
Olá coração!
"Olá coração!
Tem algo aí dentro?
Olá?
Uma voz que responda?
Olá coração!
Você está vazio?
Petrificado? Congelado?
Olá coração."
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Grito!
Queria agora poder gritar... Sair correndo gritando... Socando... Derrubando... Quebrando... Botando tudo pra fora sem nenhum tipo de contenção!!!
Paz e Harmonia cadê vocës? Me deixaram?
A graça da dor!
Como é engraçada a dor! Como tem graça o ferimento, a queda, o sofrimento... Sociedade sádica! Lindo rir da desgraça alheia...
CAOS...
Somente no momento que o conflito se torna real - onde existe uma confusão incrível e vocês não sabem onde ficar para julgar o que fazer em seguida -, será somente neste ponto, que ficarão abertos para a possibilidade de algo novo acontecer. É somente neste ponto que estarão prontos para ouvir algo que nunca ouviram antes.
É, por isso, que a mensagem do Gita precisa começar com essa situação de crise. Arjuna precisa ser sacudido até a raiz para poder ouvir o que Krishna tem a lhe dizer. Lembrem-se que Krishna e Arjuna se conheciam há algum tempo - há anos eram amigos. Porém, Arjuna ainda não estava pronto para ouvir aquilo que Krishna tinha a lhe dizer. Não antes de se encontrarem no meio de um campo de batalha, não até que aquele momento de crise despertasse Arjuna, Aprontando-o para ouvir algo novo. E esse algo novo conduziria Arjuna em uma viagem, desligando-o do seu apego a coisas como a família e o castelo, fazendo-o se desligar até de sua própria formação.
Por isso esse é o nível mais profundo do ensinamento do Gita. O ponto final que Arjuna encara é Shiva. Ele enfrenta Deus sob a forma do caos, Deus sob a forma da destruição - a destruição de todas as ilusões. Arjuna enfrenta a dor de ter que perguntar: "Se existe um Deus, se existe uma lei, se existe algum significado em tudo isso, como podem me pedir para guerrear contra a minha própria família? Como podem me pedir que faça algo tão horrível?" Arjuna está encarando um fato terrível: não podemos usar a razão para compreender a lei de Deus.
No Ramayana, Ram repete várias e várias vezes: "A menos que você reverencie Shiva, não poderá me compreender." Isto é, até que você tenha compreendido totalmente a existência do caos - o caos! - não poderá atravessar a porta. Se vocês querem ser mantenedores do amor e da beleza, terão que ser capazes de observar a destruição do amor e da beleza com olhos bem abertos e dizer: "Bem, está certo." Na natureza existe a criação, a preservação e a destruição. O sofrimento e a dor, a catástrofe e a morte - todos são parte do plano de Deus assim como o prazer e a alegria, a renovação e o nascimento.
Em Kurukshetra, Arjuna fica face a face com Shiva. Ele está confrontando uma situação na qual a sua mente racional não pode ajudá-lo, uma situação na qual o seu raciocínio não funcionará, uma situação na qual a entrega é a única maneira de atravessá-la. Sua imagem de si mesmo como um bom homem, seu apego ao pensamento racional, seu apego para se estruturar - ele tem que dizer adeus a tudo isso. Tem que se desligar de cada um desses apegos. A própria base de quem ele pensa que é terá que ser dilacerada para dar espaço a algo novo.
Ram Dass em "Caminhos para Deus"
Carne e Espírito:
"Aquele que é carnal, o é inclusive nas coisas do espírito; aquele que é espiritual, o é inclusive nas coisas da carne"
Santo Agostinho
domingo, 16 de setembro de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Beleza virtual...
Lindos... Lindos... que escritos lindos!
Seus posts são tão perfeitos...
Pena que sua presença seja tão cáustica...
Seus posts são tão perfeitos...
Pena que sua presença seja tão cáustica...
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